<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742</id><updated>2011-04-21T20:27:29.256-03:00</updated><title type='text'>Jardim da Serenidade</title><subtitle type='html'>Espaço dedicado ao pôr-em-vida aqueles versos tortos que insistem em ser escritos.
Procuremos a serenidade, vi ela passar por aqui há pouco. Procuremos, a serenidade deve estar em algum lugar!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-7894125575954315025</id><published>2007-02-23T17:16:00.000-02:00</published><updated>2007-02-23T17:19:51.203-02:00</updated><title type='text'>Desprendimento da alma</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Finalmente reconheço que inverti a ordem do tempo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;O domingo virou semana e a semana já não é nada&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Finalmente reconheço que estou do outro lado do espelho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;E há muito sou outro&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;De outra natureza daquele outro que agora sou eu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Raios racionalidade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Finalmente exponho a culpa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;De ter ativado o cronômetro em contagem regressiva&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;De estar vivo e por amar a morte&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;Estar muito apegado à vida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;E de aguardar com uma pressa calma&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal;"&gt;O desprendimento da alma&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Mauricio de Azevedo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-7894125575954315025?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/7894125575954315025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=7894125575954315025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/7894125575954315025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/7894125575954315025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2007/02/desprendimento-da-alma.html' title='Desprendimento da alma'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-116356737457272241</id><published>2006-11-15T03:07:00.000-02:00</published><updated>2006-11-15T03:09:34.593-02:00</updated><title type='text'>EXCURSO</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O jardim da serenidade é o cemitério onde se está imóvel e enterrrado, nunca foi o inferno, muito menos o céu.  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vem comigo estranho. Vem e pega minha mão que os espíritos estão furiosos e assim não param até que amanheça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cuidado, cuidado com a maldita e insana idade, isso pode ser o fim! Adeus meu amigo novo. Novo que acabo de chegar em casa e nem saí.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;1ª con-sentido&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O sol impõe sua luz e seu calor, os homens inventam chapéus e pagam pela condição do ar. Vestem lentes escuras retas e seus olhos se abrem para a lua. Três homens outros expulsaram o santo, mas foram dominados pelo dragão cotejando maldade e fogo no peito e nos olhares falando enxofre e chumbo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;2ª depois&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois cemitério é qualquer lugar onde tombamos nossos mortos, as praças, os jardins e as ratazanas fossilizadas. A condição incondicionada é o sol, nem bom, nem mal e não a liberdade que é a incondição de qualquer coisa, qualquer coisa condicionada. O sol é o sol e a liberdade não pode ser nada. Por isso o sol é mais que luz e calor, mais que massa e hélio é também escuro e um balão de fogo que quando enlouquece suga tudo até a luz que tu pensava ser tudo. Mas olho pela janela e o sol não é isso e a lua não é isso nem o dragão nem o santo é isso. Nada é nada e nada não pode ser isso. Isso é o que é e é só isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;3ª segunda&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Agora novo estranho caminhamos entre os mortos, pega minha mão e não me prega. No jardim ou existem oliveiras ou ciprestes para ser o cemitério. Depois sim, depois a cruz e depois cruzes mas aí é jardim e ninguém ali é sereno porque não há ninguém, uns partiram para o céu outros para o inferno, partiram que o corpo é inútil e só serve para queimar. A cruz que não é serena, nem o sol, nem o santo, nem a lua. O dragão é coerente de que a serenidade só interessa aos espíritos inserenos. Sereno. Ou é a oliveira ou o cipreste, qualquer um, mais o ar da noite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;4ª desperta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se ergueram e remorrerão. Mas então não estavam no céu nem no inferno daí que o espírito é oco por fora e veste o corpo como uma roupa. O céu e o inferno não são jardins, que no céu e no inferno não estão ou as oliveiras ou os ciprestes, e não são serenos, que serenos só são ou as oliveiras ou os ciprestes, qualquer um deles, mais o ar da noite. Mas não podem ser serenos porque não são jardins, e são jardins só onde estão ou as oliveiras ou os ciprestes, que podem sim ser serenos, qualquer um deles, mais o ar da noite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;5ª qualquer?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No lugar da lua há um vazio e não um buraco que só pode ser onde o sol não não está. é sol estando também calor e luz e não vazio, porque o não-sol é um sim-buraco que engole luz. No vazio que era a lua ela não é, pois era, vazia de santo e vazia de dragão e os três homens que seguiram a estrela e expulsaram o santo foram tomados pelo dragão e mais a terra perto do sol e o vazio que estava lua. E na terra há jonas, na baleia e a baleia na terra e a terra no dragão e jonas na baleia e no dragão e a baleia na terra e no dragão e a terra no dragão e o dragão nos três homens mais o não-vazio lua e o não-buraco e a terra, a terra em apenas três homens e nesses três o dragão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;6ª passeia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas vem pequeno estranho, novo, vem e pega minha mão, pega minha mão porque é agora, é agora que o sinal insinua fechado, e atravessamos a rua, atravessamos a rua e vamos, atravessamos e vamos, vamos, vamos que o sol é logo ali e depois o cemitério.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;Mauricio de Azevedo&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-116356737457272241?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/116356737457272241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=116356737457272241' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/116356737457272241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/116356737457272241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2006/11/excurso.html' title='EXCURSO'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-115013283421050734</id><published>2006-06-12T14:16:00.000-03:00</published><updated>2006-06-12T14:20:34.210-03:00</updated><title type='text'>Alguns versos ingênuos</title><content type='html'>Tanta estrada ainda por correr, tanto caminho ainda por caminhar.&lt;br /&gt;Percorrer, para entre a turba retumbar, os ecos do esquizo-penso.&lt;br /&gt;Dividido em dois, um eu e um utro eu, eco de mim mesmo.&lt;br /&gt;Os tons se confundem e a desafinação, o mono da cromaticidade, me revelam o lunático enquanto presente constante afastado de mim.&lt;br /&gt;Comungam em pensamentos intrusos e entrecortados as várias facetas do outro eu que sou eu mesmo. E reverbera o verbo, mostrando o anverso do vesso.&lt;br /&gt;Veros versos ingênuos e nada mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-115013283421050734?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/115013283421050734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=115013283421050734' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/115013283421050734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/115013283421050734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2006/06/alguns-versos-ingnuos.html' title='Alguns versos ingênuos'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-115013258877915936</id><published>2006-06-12T14:11:00.000-03:00</published><updated>2006-06-12T14:16:28.780-03:00</updated><title type='text'>De hoje (da matéria do tempo)</title><content type='html'>Matéria e material&lt;br /&gt;Importar a importância.&lt;br /&gt;Jactar, verter, fundir a negligência e a ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bentos todos sois antes de se porem todos os sois, no giro da esfera a corrente linha.&lt;br /&gt;Beltrano era meu amigo e dizia que mais vale um bem para todos que uma moeda de minha.&lt;br /&gt;Beltrano era meu amigo e calou-se, mãos calejadas, porque lhe doía o estômago vazio de seu filho.&lt;br /&gt;Beltrano era e foi calado, mãos calejadas, pois descobriu, que mais que a fazenda que vestes, mais que as mortes por pestes, mais que o trabalho, sangue e suor que destes, importa a renda, a conta e o contra-cheques que investes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-115013258877915936?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/115013258877915936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=115013258877915936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/115013258877915936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/115013258877915936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2006/06/de-hoje-da-matria-do-tempo.html' title='De hoje (da matéria do tempo)'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-113897238820478262</id><published>2006-02-03T11:10:00.000-02:00</published><updated>2006-06-12T14:06:35.960-03:00</updated><title type='text'>ESCARPA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda em dezembro cantava eu os poemas incompletos de um ano por completar-se.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda ontem mesmo me imaginei amanhã, podendo ser somente hoje.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Reúnem-se todos agora, aziagos das mágoas trazidas de outrora.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;E cantam e dançam, sedentos de vida, as odes vivas à alegria, e embebidos em paixões trans-bordam as copas douras de um brilho feliz.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;No fundo do olho miro calmo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;O ponto por onde foges&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;É onde te alcanço. E&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Ao tocar-te, te afastas&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Para que eu te procure,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Em ti.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;E, ainda por lá, por onde passamos,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;E eu era queda, em minha direção subias,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Por pensares caminhar ao cimo!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: right; text-indent: -70.8pt;" align="right"&gt;Mauricio de Azevedo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-113897238820478262?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/113897238820478262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=113897238820478262' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897238820478262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897238820478262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2006/02/escarpa.html' title='ESCARPA'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-113897212022692495</id><published>2006-02-03T10:59:00.000-02:00</published><updated>2006-06-12T14:08:22.876-03:00</updated><title type='text'>ANTECIPAÇÃO</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Ao deus-tempo&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;De nada adianta, agora que a madrugada devora o silêncio,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a pretensão de nunca parar de ser dia e ser noite ao mesmo tempo mesmo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;De nada adianta agora o agora da madrugada, o ruído oco do silêncio.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que se antecipa é o mesmo ontem no mesmo amanhã.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;De nada adianta a madrugada agora nada.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Nada adianta nada agora, nem o relógio e nem a madrugada que adianta o amanhã, enquanto apagamos o ontem em nossos sonhos de nós mesmos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Agora não adianta mais nada, tudo que somente mantém.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Estás deveras atrasado.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Adiante! Brada o chefe da marcha.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;E indo adiante, adiantando, nunca é agora, pois tudo é adiado para que se vá adiante.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Pois agora, agora mesmo, o presente não é, e, não sendo, só adianta sem parar aquilo que está por vir.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Sim meus amigos: o presente quer sempre adiantar-se, assim nunca vivemos no presente e embora o saibamos, do mesmo modo, nunca chegamos lá, onde quer que seja.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: right; text-indent: -70.8pt;" align="right"&gt;Mauricio de Azevedo&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: right; text-indent: -70.8pt;" align="right"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: right; text-indent: -70.8pt;" align="right"&gt;Na Primavera: a primeira das verdades&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: right; text-indent: -70.8pt;" align="right"&gt;nesse tórrido ano que já nem sei qual é.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-113897212022692495?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/113897212022692495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=113897212022692495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897212022692495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897212022692495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2006/02/antecipao.html' title='ANTECIPAÇÃO'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-113897149628903977</id><published>2006-02-03T10:51:00.000-02:00</published><updated>2006-06-12T14:09:07.956-03:00</updated><title type='text'>SEM A COBERTA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A pena, em frêmitos estertores, vaza&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao controle da mão inútil.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quantas vezes te vi, te re-vi, sem que eu, nem tu, tu mesma, nem outra ou outralteridade fosse.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Mas bendiga os ventos, ora sul, ora norte, ora frio, ora rosa.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;E o botão feneceu.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;E as folhas, os rios e as lágrimas secaram.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;E fenecemos nós, também.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como não, se tudo ao tempo obedece, se as cores, em sua aguda rutilância em opúsculo crespo, abrigam sobre si, o manto negro e perfurado da noite, por onde, entre as frestas, vemos as estrelas gotejar luz, que não nos banha, mas nos encanta.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: right; text-indent: -70.8pt;" align="right"&gt;Mauricio de Azevedo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-113897149628903977?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/113897149628903977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=113897149628903977' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897149628903977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897149628903977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2006/02/sem-coberta.html' title='SEM A COBERTA'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-113897093444120009</id><published>2006-02-03T10:47:00.000-02:00</published><updated>2006-06-12T14:09:31.023-03:00</updated><title type='text'>O FAZER-SE POEMA</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Queria fazer um poema todo,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um poema uno, que a todos falasse e a todos dissesse,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aquilo que cada um dos todos quisesse que fosse dito.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um poema gigantesco, que falasse da vida e da morte, de cada um e de todos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um poema universo, que pusesse as esferas a girar,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que permeasse, que fluidificasse os sentidos e as fronteiras.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um poema completo e tão atual que fosse sempre sendo escrito, e que por isso fosse sempre aberto, sempre agora, constantemente aqui, vivo, como o fogo que jorra da boca infernal de um dragão dilacerado.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Um poema vivo, nunca acabado.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Um poema insensato incessante.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Um poema vivo, um poema deveras, não definito.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;Um poema impossível.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: -70.8pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: right; text-indent: -70.8pt;" align="right"&gt;Mauricio de Azevedo&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: right; text-indent: -70.8pt;" align="right"&gt;Primavera de 2005&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-113897093444120009?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/113897093444120009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=113897093444120009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897093444120009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897093444120009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2006/02/o-fazer-se-poema.html' title='O FAZER-SE POEMA'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21909742.post-113897028212979015</id><published>2006-02-03T10:37:00.000-02:00</published><updated>2006-06-12T14:09:54.140-03:00</updated><title type='text'>TEMPORAL</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;E se eu quiser viver?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E a dualidade da caída da tarde?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cores misturadas, às vezes,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;São cores misturadas.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E se eu não beber até morrer?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se eu não duvidar do Paulo Coelho? Quem não duvida nem sempre crê.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se eu não quiser uma noite com a Carla Perez ou com a Feiticeira?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se eu achasse que o João Gordo hoje se parece com Lazier Martins?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E se...se nada disso...&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas, se eu não quiser ter nome ou rótulo,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se eu não quiser ser outro?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sempre serei o louco.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que dizer do que já foi dito?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pra quê falar do que não se fala?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;De toda a enumeração do existencialismo carcomido?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do marxismo até agora derrotado.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do militarismo absurdo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do capitalismo pernicioso.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da raiva abundante.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da beleza roubada.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da religião fanática.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da tecnocracia oculta.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da tragicomédia-mitológica da humanidade moderna.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do caos informativo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Da profusão de signos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Das mentiras verdadeiras.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Das línguas mortas.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E daquelas que nem nasceram.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E do universo?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dos paralelos temporais.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dos tempos negativos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Das temperaturas absolutas.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dos universos simultâneos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;De vários universos,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;De milhares de universos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Versos, anversos, reversos.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E dos jogos de linguagem,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez o mais infame deles?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E da intradutibilidade...&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o que se sabe disso?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o que se sabe do que se sabe?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o que esperar de um ego obliterado?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Preferível seria falar de amor...&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;Mauricio de Azevedo&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21909742-113897028212979015?l=jardimdaserenidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/feeds/113897028212979015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=21909742&amp;postID=113897028212979015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897028212979015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21909742/posts/default/113897028212979015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://jardimdaserenidade.blogspot.com/2006/02/temporal.html' title='TEMPORAL'/><author><name>Mauricio de Azevedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09085903895523506077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
