Jardim da Serenidade

Espaço dedicado ao pôr-em-vida aqueles versos tortos que insistem em ser escritos. Procuremos a serenidade, vi ela passar por aqui há pouco. Procuremos, a serenidade deve estar em algum lugar!

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Local: Santa Maria, RS, Brazil

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

ESCARPA

Ainda em dezembro cantava eu os poemas incompletos de um ano por completar-se.

Ainda ontem mesmo me imaginei amanhã, podendo ser somente hoje.

Reúnem-se todos agora, aziagos das mágoas trazidas de outrora.

E cantam e dançam, sedentos de vida, as odes vivas à alegria, e embebidos em paixões trans-bordam as copas douras de um brilho feliz.

No fundo do olho miro calmo.

O ponto por onde foges

É onde te alcanço. E

Ao tocar-te, te afastas

Para que eu te procure,

Em ti.

E, ainda por lá, por onde passamos,

E eu era queda, em minha direção subias,

Por pensares caminhar ao cimo!

Mauricio de Azevedo

3 Comments:

Blogger YUME said...

Preciosos versos! Não poderia deixar de registrar aqui essa impressão ao flagrar meus proprios pensamentos perdidos em palavras alheias. Saudações.

quarta-feira, 21 junho, 2006  
Anonymous Anônimo said...

simples e perfeito.
mas talvez não fosse queda. talvez fosse o caminho.

quinta-feira, 09 novembro, 2006  
Anonymous Anônimo said...

quando a gente se reconhece, as palavras ficam ainda mais bonitas...

quarta-feira, 22 novembro, 2006  

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