ESCARPA
Ainda em dezembro cantava eu os poemas incompletos de um ano por completar-se.
Ainda ontem mesmo me imaginei amanhã, podendo ser somente hoje.
Reúnem-se todos agora, aziagos das mágoas trazidas de outrora.
E cantam e dançam, sedentos de vida, as odes vivas à alegria, e embebidos em paixões trans-bordam as copas douras de um brilho feliz.
No fundo do olho miro calmo.
O ponto por onde foges
É onde te alcanço. E
Ao tocar-te, te afastas
Para que eu te procure,
Em ti.
E, ainda por lá, por onde passamos,
E eu era queda, em minha direção subias,
Por pensares caminhar ao cimo!
Mauricio de Azevedo

3 Comments:
Preciosos versos! Não poderia deixar de registrar aqui essa impressão ao flagrar meus proprios pensamentos perdidos em palavras alheias. Saudações.
simples e perfeito.
mas talvez não fosse queda. talvez fosse o caminho.
quando a gente se reconhece, as palavras ficam ainda mais bonitas...
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