Jardim da Serenidade

Espaço dedicado ao pôr-em-vida aqueles versos tortos que insistem em ser escritos. Procuremos a serenidade, vi ela passar por aqui há pouco. Procuremos, a serenidade deve estar em algum lugar!

Nome:
Local: Santa Maria, RS, Brazil

segunda-feira, junho 12, 2006

Alguns versos ingênuos

Tanta estrada ainda por correr, tanto caminho ainda por caminhar.
Percorrer, para entre a turba retumbar, os ecos do esquizo-penso.
Dividido em dois, um eu e um utro eu, eco de mim mesmo.
Os tons se confundem e a desafinação, o mono da cromaticidade, me revelam o lunático enquanto presente constante afastado de mim.
Comungam em pensamentos intrusos e entrecortados as várias facetas do outro eu que sou eu mesmo. E reverbera o verbo, mostrando o anverso do vesso.
Veros versos ingênuos e nada mais...

De hoje (da matéria do tempo)

Matéria e material
Importar a importância.
Jactar, verter, fundir a negligência e a ignorância.

Bentos todos sois antes de se porem todos os sois, no giro da esfera a corrente linha.
Beltrano era meu amigo e dizia que mais vale um bem para todos que uma moeda de minha.
Beltrano era meu amigo e calou-se, mãos calejadas, porque lhe doía o estômago vazio de seu filho.
Beltrano era e foi calado, mãos calejadas, pois descobriu, que mais que a fazenda que vestes, mais que as mortes por pestes, mais que o trabalho, sangue e suor que destes, importa a renda, a conta e o contra-cheques que investes.